Para o International Council of Museums (ICOM, 2001) Um museu é "uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade".​


         O Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens ligado a Universidade Regional do Cariri URCA, foi criado para salvaguardar o patrimônio fossilífero da Bacia do Araripe. A idealização da criação desse museu por seu fundador foi para “parar a sangria desatada que é o tráfico de fósseis na Região da Bacia do Araripe”. Não é redundante dizer que a região fossilífera mais delapidada do mundo foi a Bacia do Araripe. Instituições nacionais e internacionais, e ainda, colecionadores particulares tiveram por décadas, fósseis da Bacia do Araripe como alvo. Atualmente, campanhas de conscientização das populações locais são realizadas pelo Geopark Araripe. ​


           Em 18 de abril de 1985 o prefeito Plácido Cidade Nuvens, enviou mensagem à Câmara Municipal que foi transformada na lei 183/1985, autorizando a criação do museu. Reformado e ampliado na década de 80 para sediar o museu de paleontologia, com as devidas modificações sugeridas pela arquiteta Liane Arraes e o engenheiro José de Anchieta Soares; com a expansão promovida pela inspetora Violeta Arraes com a orientação da arquiteta Maria Elisa Costa, filha do arquiteto que desenhou Brasília, Lúcio Costa, houve a configuração do antigo bloco na unidade arquitetônica que constitui o museu de paleontologia passando a ocupar todo o espaço.      

                                                                                                                                      
           A inauguração ocorreu no dia 26 de julho de 1988 com a presença de várias personalidades e milhares de convidados. A bênção das instalações foi oficiada pelo Bispo Diocesano Dom Newton de Holanda Gurgel, tendo o conhecido escritor cearense Padre Antônio Vieira participado da solenidade como testemunha do contrato, firmado pelo Reitor da URCA José Teodoro Soares. Durante esse evento o fundador teve a ideia de doar por contrato de comodato o Museu de Paleontologia a Universidade Regional do Cariri – URCA, segundo Plácido (2016) “A Universidade é a casa da ciência, por tanto seria a universidade a instituição com condições objetivas de implantar e desenvolver pesquisar acerca da paleontologia”.

        Na época o prédio compreendia 3 setores: uma parte térrea, onde situava a principal sala de exposição, com amostras de peixes; uma sala do andar superior, onde localizava exemplares de paleobotânica e um compartimento menor, onde podia observar os insetos; a parte técnico-administrativa, com espaço para sala da administração, biblioteca especializada, um pequeno auditório e mais duas salas destinadas ao laboratório e outra para depósito de fósseis coletados, além dos sanitários.

             A partir de 1997, através do projeto de implantação do Complexo Paleontológico da Chapada do Araripe, o Museu tornou-se propulsor da pesquisa paleontológica, na divulgação da ciência e no apoio à cultura do Cariri. Também, através do Núcleo de Difusão Tecnológica, o museu oferece regularmente cursos, treinamentos, encontros, palestras e representa um ponto de apoio logístico para pesquisadores de todo o mundo. O Museu também possui acervo bibliográfico especializado (Geologia, Biologia, Paleontologia, Química, Física, entre outros), centro de intercâmbio científico, videoteca e recursos audiovisuais.

​        O Museu de Paleontologia da URCA em Santana do Cariri mantém projetos de escavações permanentes de fósseis em toda a Bacia do Araripe, bem como coleta sistemática de fósseis nas frentes de escavações do calcário laminado, nos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri. Esse programa é a principal ferramenta contra a exploração clandestina e o tráfico de fósseis na região.​ Atualmente é base da pesquisa dos Doutores Renan Bantin (Brasil) e Xin Cheng (China) Especialistas em pterossauros. 

             O Museu conta com quatro espaços de exposições. A parte superior abriga a exposição permanente de fósseis. Nesta galeria os fósseis estão divididos por espécies vegetais e animais. São cerca de 300 peças que demonstram a diversidade e a riqueza fossilífera da Chapada do Araripe.  O Memorial Plácido Cidade Nuvens apresenta uma linha do tempo que traça um paralelo entre a história do Museu desde sua fundação e trajetória profissional do seu fundador. O salão interior do Museu abriga o território lúdico, em que se encontram algumas esculturas inspiradas nos pterossauros e dinossauros do Cretáceo. O quarto espaço expositivo temos o laboratório de paleontologia, biblioteca, lojinha e o café do museu.

 Bem Vindo ao Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens

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